Seu Negócio Também Pode Fazer Amigos

A web 2.0 trouxe significativas mudanças para com o mundo, seja no cenário de entretenimento e informação, seja no espaço empresarial. Com os avanços tecnológicos, a comunicação atingiu novos patamares e conceitos foram profundamente transformados e revolucionados. Locais, públicos, formas de mensuração e de impacto aderiram novos pontos e formas estratégicas diferentes.

No mundo atual, não é possível falar em informação, entretenimento e, principalmente, em digimundo empresarial, sem falar em mídias sociais. Você precisa estar nas mídias sociais para fazer diferença? Claro que não. Mas uma vez você estando dentro dessas novas plataformas de comunicação, com certeza você fará um diferencial de mercado enorme.

Abaixo listei 7 dicas que podem ajudar pequenas empresas a tomarem um impulso primário e certeiro em relação ao novo contexto midiático e empresarial que o mundo se encontra.

1. Saiba o que é e como funciona

O que são redes sociais? O que são mídias sociais? Saiba diferenciar mídia social de rede social. Ambas andam sempre de mão dadas, mas não são a mesma coisa! Tente estudar qual são as melhores ferramentas que podem auxiliá-lo na entrada desse novo canal de comunicação com seus públicos, externos e internos. Saiba o que é e, principalmente, como funciona.

2. Fique atento aos erros e acertos de seus concorrentes

Os acertos estão, cada vez mais, focados em estratégias específicas e certeiras. São pontos sazonais de empresas que apostaram e ousaram em implantar ações que fizeram diferença no digimundo. Porém, mas evidente ainda, são os erros cometidos, vide caso Locaweb, Fiat (que cometeram o mesmo erro!) e Nestlé. Aprenda com a estupidez deles. Quem não sabe trabalhar com mídias sociais tem um enorme problema, mas quem não sabe trabalhar com mídias sociais cometendo os mesmos erros que outros já cometeram, ou seja, que podiam ser evitados, possuem um problema maior ainda!

Errar uma vez é humano, mas errar o mesmo erro é ignorância estratégica empresarial. E lembre-se: nem só porque algo deu certo ou errado em uma empresa significa que ocorrerá exatamente igual na sua. São públicos, culturas e contextos diferentes, mas a precaução ainda é o melhor remédio.

3. Crie seus planos, estratégias e expectativas

Até onde você quer chegar? Com que meios você quer chegar lá? E depois, vai fazer o que quando chegar até lá? Trace, mesmo que de maneira simplória, pequenos cenários e planos para desenvolvimento. Fique atento a possíveis erros e, também, a um possível sucesso fora de controle. Se algo der certo demais, você deve estar tão preparado para gerenciar as mídias sociais como se estivesse para se algo desse errado. Se uma campanha der certo, se for positiva, o que fará depois que terminar todo o investimento inicial? Fechará? Jamais entre em conflito direto com algo que está dando certo perante seu público.

4. Tenha um blog corporativo e profissional

Blog corporativo não é sinônimo de blog profissional, assim como blog profissional não é sinônimo de blog corporativo. O que mais se vê no digimundo empresarial é um total descaso com essa fantástica e primordial ferramenta. O blog nas empresas é tratado como um puxadinho, algo que se pode ir levando de maneira simples e sem muito profissionalismo. Um blog reflete, hoje, a imagem da sua empresa parente um público informívoro, ávido por informação e que está disposto a abraçar uma causa, ou fazer de tudo para destruir sua reputação, caso você venha a cometer erros graves e sérios.

5. Veja o que você publica e o que seus funcionários publicam

Um jornalista da NatGeo foi demitido por criticar publicamente a revista Veja em seu Twitter. Certo ou errado, o que deve ser evidenciado é que advogados especialistas em direito digital alertam: um funcionário pode ser demitido por cauda de um tweet. Saiba o que você publica e saiba o que seus funcionários publicam. Não há mais diferenciação de perfis públicos ou profissionais, todo profissional tem a imagem vinculada à determinada empresa e deve ter o dever ético e moral de respeitar normas simples de convivência, mesmo no digimundo. Faça, se necessário, cartilhas com orientações sobre como agir em espaços públicos e digitais. Lembre-se: recomendar é diferente de restringir!

6. Chute a bola, cabeceie e seja o goleiro. Tudo ao mesmo tempo

Seja, ao mesmo tempo, o jogador que cobra a falta, que cabeceia para o gol e, caso algo dê errado, seja também o goleiro! Tenha em mente que design, bom conteúdo e pró-atividade andam juntos no mundo atual. Seja inovador, ativo e tenha bom gosto! Ninguém mais suporta plataformas desatualizadas e mal gerenciadas, com conteúdo precário e um desenho estilo anos 90!

7. Dê o segundo passo antes do primeiro

Você, até agora, não havia entrado nesse mundo das mídias digitais. Pois bem, uma vez nele, tente prever o que seu público quer, tente adivinhar o que seus concorrentes irão fazer, com o que irão trabalhar e com quais ferramentas tais empresas projetarão suas campanhas. Dê o segundo passo antes do primeiro, mas cuidado para não tropeçar! Um tombo nesse mundo digital, por menor e mais rápido que seja, significa muito atraso para sua empresa! Esteja exaustivamente antenado com tudo que acontece nessas plataformas e suas novidades. Mas, como gosto de dizer, tenha SEMPRE em mente: você deve saber TUDO de mídias sociais, mas deve saber que SEMPRE os usuários saberão mais que você!

Fonte: http://www.pontomarketing.com/midias-sociais/7-dicas-de-gestao-de-midias-sociais-para-pequenas-empresas/#ixzz1YnImOqSl

A Festa da Publicidade

Há algum tempo atrás a produção de eventos de pequeno porte como shows locais, festas universitárias, palestras para até mil pessoas, ou até mesmo confraternizações de qualquer tipo tinham como diretriz a filantropia. Eram eventos que não retribuíam financeiramente o trabalho dos seus organizadores, ou seja: não davam lucro. A gestão de eventos era um ramo da gestão de negócios vista até mesmo de forma pejorativa. Não era nem ao menos um negócio, afinal, para se caracterizar uma atividade como um negócio real, a gestão deve ter cunho profissional, e usar de administração estratégica, culminando em resultados financeiramente positivos. Pode-se dizer que essa “filantropia” existia por pura falta de opção. Era socialmente necessário que existissem eventos, talvez por vontade de algum organizador em potencial para que tal coisa se materializasse, mas era “suicídio monetário” vender ingressos que levavam algum tipo de mark-up em sua formação de preços. A coisa tinha que ter um clima de “rateio” ou a popularidade tenderia a zero. Seria avareza da público? Talvez não.

A “descoberta” de lucratividade em potencial na gestão de eventos foi se certificando a partir de uma concepção de que o lucro do evento era, na verdade, o aluguel do local onde tal evento se realizaria. A imagem do gestor de eventos não se desassociava da imagem do proprietário de um salão, ou de uma casa noturna. Obtinha sucesso financeiro com eventos aquele que associava ao preço do ingresso um “mark-up” referente ao rateio simulado do que seria um aluguel. O proprietário era o gestor de eventos. Era ele quem buscava organizá-los e gerenciá-los.

Com o tempo, percebeu-se a deficiência estratégica dessa forma de atuação. Eventos dependem do dinamismo. É o dinamismo, a variabilidade de sensações e as novas experiências que vêm a ser os aspectos primordiais dos eventos. São estes aspectos que garantem o retorno do cliente. A famosa “fidelização” que todos nós adoramos dizer! Vincular um evento a um imóvel é anti estratégico sob estes termos. Foi possível presenciar durante estes tempos de evolução e readaptação da gestão de eventos a falência de várias casas e salões devido à mesmice. A popularidade era decadente. Invariavelmente, viu-se então a desassociação do proprietário dos imóveis para eventos e do gestor de eventos. Realizar um evento e alugar um espaço tornaram-se negócios diferentes.

Mas e a avareza do público?

Com essa desassociação iminente (o profissionalismo na gestão de eventos e sua consequente especialização, o tal “foco” que traz excelência no negócio), foi possível entender que a “avareza” em questão nada mais era do que a ausência de uma sinergia. Um “auê” que precedesse o evento. Que criasse o clima de coletividade e anseio do público pelo acontecimento. Isso se dá por meio de uma ferramenta de marketing que está na boca de qualquer empresário de Passos nos tempos atuais: A PUBLICIDADE.

Dizer que há gestão de eventos sem investimento em publicidade é inaceitável. Eu diria até inconcebível. Efeito que é visto em muitos outros negócios também. A coisa tornou-se algo conceitual. A busca por patrocinadores era meramente uma busca por custeio. Visava a cobertura do pagamento de um impresso ou outro, ou até mesmo da própria impressão de ingressos. Mas com essa associação massiva de evento e publicidade, especialmente nesse momento de “febre midiática” em que vivemos, patrocinar um evento de gabarito é uma opção publicitária que pode ser satisfatoriamente eficiente. Não obstante, os valores negociados com patrocinadores tornaram-se exorbitantes. Altos o suficiente para representarem uma boa parte do faturamento dos eventos. O valor do patrocínio muitas vezes excede o que seria gasto pelo patrocinador se este contratasse as mídias por conta própria. E aí você deve estar se perguntando: “pra que, então?”. É que o grande lance da coisa está em saber aplicar bem o patrocínio. Estabelecer parceria com um evento que reúna um público coincidente com a segmentação de mercado do seu negócio pode ter um impacto relevante na gestão da sua marca, solidificando a impressão que ela causa, e poderá trazer, por consequência, mais lastro à mesma. E a gestão da marca pode representar sucesso pra muitas empresas que vemos por aí. É um diferencial estratégico de maior relevância, afinal, há muito tempo deixamos de vender produtos feitos “com os melhores materiais” e serviços “verdadeiramente úteis”, para vendermos status e sensações que diferenciam as pessoas e ilustram suas próprias personalidades ao consumir. Então, boas festas e bons negócios!

 

TUDO JUNTO!

Já não é de hoje que as compras pela internet vêm se popularizando. Desde a época do dial-up temos lojas virtuais que poderíamos chamar de verdadeiros shoppings eletrônicos. A coisa tornou-se tão comum que em muitos casos aquela velha história de que “comprar pela internet é mais barato, já que os custos são menores, logo, praticam-se preços menores” já é, de fato, uma velha história mesmo. A concorrência tornou-se acirrada e os gastos com publicidade, identidade visual, campanhas e outros diferenciais de mercado tornaram-se reais, comparados a uma época anterior em que lojas virtuais viviam a exclusividade em diversos setores, quando se podia conseguir popularidade entre os internautas praticamente a custo zero. Comprar pela internet numa loja comum já não nos traz mais a sensação de economia. O ataque mercadológico e publicitário de uma loja virtual hoje tem como alvo apenas a comodidade de receber em casa o produto que deseja. Fato que trouxe um certo saudosismo com relação ao comércio tradicional.

Mas uma nova febre trouxe de volta o prazer de comprar pela internet com aquela sensação de “valeu a pena!”… “foi muito barato”… ou até mesmo aquela máxima inflacionária do ego: “Uh! Te passaram a perna, paguei muito menos do que você!”. Humor barato à parte, essa febre tem nome: compra coletiva. O próprio nome já diz de onde vem esse milagre de pagar pouco: baseia-se em vendas de grande escala, a compra em conjunto, e a prática de parcerias com empresários que procuram formas mais sofisticadas de promover seus produtos. É a força da coletividade reaparecendo na sociedade. Algo que nosso individualismo “cybersocial” havia enterrado por um tempo.

E como funciona?

Um site de compra coletiva funciona da seguinte forma: o comerciante ou prestador de serviços fecha um acordo com o site, colocando um ou mais de seus produtos à venda no portal por preços absurdamente baratos (eu disse ABSURDAMENTE! Há casos de 90% de desconto), com a condição de que o portal negocie pacotes plurais de vendas, com a quantidade que for idealizada para que a promoção do produto ou serviço seja satisfatória. Parece complicado, mas na prática não passa de uma compra comum para o consumidor, com a diferença que há prazo e quantidade pré-definida, e, o mais importante, claro, que há um descontão! Nessa história toda, quem ganha mesmo são os consumidores.

Mas o grande lance dos sites de compras coletivas é o espaço promocional para empresários que desejam divulgar seus negócios com parcerias firmes e com possibilidade de cobrir seus custos, trazendo resultados ainda melhores para suas atividades comerciais, o que os torna algo muito maior do que simples portais de ofertas. É possível negociar centenas de pizzas ou até mesmo sessões de massagem de uma só vez. Posso ver, sem ceticismo, os porquês que fazem dessa onda um tsunami de negócios, especialmente para novos empreendedores.

Com pouco mais de 2 anos de existência pelo mundo, e assoprando a velinha de um aninho no Brasil, a febre das compras coletivas mostra-se muito longe de ser um modismo. Já vem tomando conta de vários mercados e levando consigo um grande número de adeptos. Com mais de dois milhões de usuários cadastrados, o Peixe Urbano foi o pioneiro no Brasil, e nesse pouco tempo de vida, já conta com alguns colegas de profissão com competência. Geralmente praticam a abrangência de macrorregiões do Brasil, focando suas ofertas e parcerias de forma a agradar da melhor forma possível empresários e consumidores com seus interesses mais exclusivos possíveis, visando ao link perfeito entre eles. Por sorte, nós mineiros já podemos contar com um empreendimento de peso: A PURALI (http://www.purali.com), que vem investindo pesado no mercado mineiro, especialmente no sul e centro-oeste do Estado. Com sede em Passos, a Purali, por meio de investimentos em alta tecnologia, webdesign profissional com praticidade exemplar, e consultores plenamente capacitados, vem estabelecendo parcerias comerciais e representações com fortíssima relevância nas cidades de Passos, Divinópolis, Alfenas, Lavras, Poços de Caldas, Conselheiro Lafaiete, e outras de seus entornos, além de planos para expansão para outros centros, como Pouso Alegre e Franca (São Paulo).

O jovem empresário Bruno D’ávila é o idealizador do projeto. Engenheiro de produção, já atuante em empresas de construção civil, cedeu-me alguns minutinhos de sua quinta-feira atarefada (depois de muita insistência, eu confesso), para nos trazer algumas informações sobre esse brilhante projeto instalado em nossa região:

Bruno, defina-nos o que é, como uma concepção pessoal, o negócio de compras coletivas?

Bom, diferente do que viemos observando em muitos novos sites, a compra coletiva não é uma “ferramenta de barganha”, mas sim uma ferramenta de marketing, que tem como objetivo fazer as pessoas experimentarem, conhecerem e aprenderem a utilizar os produtos e serviços ofertados. Portanto, ao contrário do que muitos pensam, aderir ao sistema de compra coletiva seria semelhante a anunciar em qualquer meio de publicidade, podendo, além de tudo, usufruir de certas vantagens. Vale ressaltar que, para se ter resultado, um trabalho paralelo deve ser desenvolvido junto ao parceiro, caso contrário a ferramenta que deveria beneficiar pode acabar prejudicando.

Qual é o seu objetivo ao iniciar uma empreitada nesse ramo?

Não é um objetivo diferente de nenhum empreendedor. Ter sucesso em um negócio que traga satisfação a clientes e parceiros. Mas é claro que por trás de tudo há uma experiência nova, já que a Purali é uma ideia inovadora, especialmente para nossa região.

Quais são as tendências para este tipo de negócio?

Creio que as tendências são as melhores possíveis. O Brasil, de forma geral, já está familiarizado com o comércio na internet. A Purali vem pra estabelecer mais comodidade do que já tínhamos, além de um “quê” de rede social. Negócios e parcerias nesse ramo só tendem a crescer, estabelecer-se e ganhar mais. Acho que todo consumidor internauta procura por espaços assim, e logo será uma rotina de compras. Já os empresários e parceiros em potencial têm nas mãos uma ótima estratégia de vendas e marketing.

Porque empreender em nossa região?

O sul de Minas, centro-oeste, triângulo, etc, são regiões em pleno desenvolvimento. Nessas áreas podemos observar muita inovação em negócios, alto nível de empreendimento, e até mesmo surgimento de novos nichos de mercado devido às características específicas de um público que consome de forma peculiar, com segurança, e que tem dinheiro no bolso. São regiões ricas e prósperas, com culturas fortes, das quais eu tenho verdadeira paixão.

Para finalizar, tem alguma mensagem que gostaria de deixar para os nossos leitores?

Em primeiro lugar gostaria de cumprimentá-los e agradecê-los pelo interesse, e gostaria de convidá-los a conhecer a Purali (www.purali.com), consumidores e empresários, para que possam desfrutar dos serviços que prestamos, com qualidade, com bons negócios, prontidão e segurança. Chegamos aqui devido à perseverança de uma equipe maravilhosa, mas especialmente devido à confiança e companheirismo que nossos parceiros e clientes nos proporcionam.

Miguel Reis

Insubordinação Só Dá Confusão!

A justa causa fica caracterizada quando o empregado comete alguma falta grave contra a empresa em si ou contra os colegas de trabalho. Nessa espécie de demissão o empregado não tem direito à receber 13º salário, nem férias proporcionais e nem pode levantar o Fundo de Garantia. Ele apenas tem o direito de receber o saldo de salário (incluindo horas extras, adicional noturno ou qualquer outro adicional que acompanha o salário) e férias vencidas, se houver. A empresa deve fazer o pagamento do saldo de salário e férias vencidas até o prazo de 10 dias corridos a partir da data da demissão por justa causa. Se a empresa não fizer o pagamento nesse prazo, terá que pagar o valor correspondente a um salário para o empregado, mais uma multa para o governo. A justa causa pode se caracterizar através dos seguintes comportamentos do empregado:

1)IMPROBIDADE: um empregado que furta coisas da empresa, de colegas ou de clientes, mesmo que sejam coisas de pequeno valor, comete um ato de improbidade, ou seja, ato de desonestidade e pode ser demitido por justa causa. O mesmo ocorre com o empregado que marca cartão de ponto com horas a mais para obter horas extras para si, ou que apresenta certidões de filhos inexistentes para receber salário-família. Ou ainda o bancário que passa constantes cheques sem fundo contra o próprio banco onde trabalha, ou o empregado que se utiliza de atestado médico falso para justificar ausência no trabalho. Essas condutas são desonestas ou caracterizam quebra de confiança para com a empresa, e motiva a demissão por justa causa.

2)DESÍDIA: um empregado que confere documentos de forma errada causando prejuízos a empresa ou que comete 3, 4, 5 ou mais faltas por mês, prejudicando o andamento do trabalho, pode ser demitido por justa causa, em razão de desídia (o mesmo que desatenção, desleixo). É desidioso o empregado irresponsável e não cuidadoso com o serviço que está realizando. Para caracterizar a desídia, por causa de faltas ao trabalho, é preciso que o empregado seja previamente advertido. Quando o empregado se recusa a receber e a assinar a advertência, ainda assim, a advertência tem validade se a empresa provar, por testemunhas, que houve a recusa do empregado. Quando o empregado comete um único erro, mas este erro for de muita gravidade, pode haver a dispensa do empregado por desídia sem a advertência prévia.

3)INSUBORDINAÇÃO E INDISCIPLINA: Ocorre a insubordinação quando o empregado desobedece uma ordem direta do chefe, desde que a ordem esteja relacionada com algum serviço ligado às obrigações do empregado. A insubordinação cria a bagunça e o caos dentro do trabalho e impede que a empresa ou qualquer outra organização cumpra os seus objetivos. Enquanto a insubordinação tem a ver com a desobediência a uma ordem direta de um chefe dentro da empresa, a indisciplina se refere a desobediência a uma norma geral da empresa. Por exemplo: um aviso para não fumar em determinados locais ou uma ordem passada para todos os funcionários usarem um determinado uniforme, que serve de proteção durante o trabalho, etc. Uma desobediência acidental a um regulamento da empresa, como, por ex.: um atraso em relação ao horário de chegada ou uso incompleto de um uniforme, não caracterizam a indisciplina, que está ligada principalmente a intencionalidade da conduta do empregado. Tanto a insubordinação como a indisciplina caracterizam justa causa.

4)ABANDONO DE EMPREGO: O empregado que não aparece na empresa há mais de 30 dias, sem autorização e sem dar qualquer justificativa, comete abandono de emprego, e pode ser demitido por justa causa. O fato de a empresa fazer publicações em jornais convocando o empregado, não justifica a demissão antes de 30 dias, porém, empregado que não aparecer na empresa há 8 ou 10 dias e, de repente, é visto trabalhando em outra empresa, fica caracterizada a justa causa.

5)EMBRIAGUEZ NO TRABALHO: um empregado que chega ao trabalho embriagado pode ser demitido por justa causa, ainda que a embriaguez, no local do trabalho, tenha acontecido uma única vez. Entretanto, é preciso que seja uma embriguez para valer (visivelmente embriagado). “Umas e outras”, só, já basta para justa causa. Quando a embriaguez do empregado é habitual (quase sempre está de cara cheia), pode dar justa causa mesmo que este tipo de embriaguez seja fora do ambiente de trabalho.

6)OFENSA FÍSICA OU MORAL: empregado que ofende o chefe com palavrões ou expressões ofensivas à honra do chefe, mesmo fora do ambiente de trabalho, comete falta grave e dá justa causa. Porém, se o xingamento ou palavrões forem pronunciados durante momento de lazer, como em uma partida de futebol, não há falta grave, a não ser que fique claro o propósito de se aproveitar da situação. Da mesma forma, quando num local de trabalho, o próprio chefe avacalha o ambiente, com palavras chulas, a mesma conduta por parte do empregado não dá justa causa. Vale lembrar, contudo, que ofensas físicas contra o chefe ou empregador podem não caracterizar justa causa, se forem em legítima defesa do empregado.

7)CONDUTA SEXUAL: Manter ou tentar manter relação sexual no ambiente de trabalho dá justa causa, ainda que seja após o expediente, quando se pensa que ninguém mais vai aparecer. Se alguém flagrar e testemunhar o fato é o que basta. A conduta sexual do empregado mesmo que praticada fora da empresa, se resultar pertubação no ambiente de trabalho, também poderá dar justa causa. Empregado grosseiro, violento com pessoas ou objetos, ou que costuma usar palavras ou gestos obscenos no ambiente de trabalho, pode sofrer uma justa causa. A justa causa nos casos citados, refere-se ao que se chama em linguagem jurídica de “incontinência” ou “mau procedimento”.

8)VIOLAÇÃO DE SEGREDO: Um empregado que divulga dados como a função e o salário de outro empregado, passa informações sobre processos de fabricação, sobre contratos da empresa, que ainda estão em estudo, ou sobre operações financeiras da empresa, dá motivo à justa causa, pelo que se chama violação de segredo.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/insubordinacao-so-da-confusao/33219/

A Administração no Dia a Dia

Um dia destes, estava observando o calendário. Notei que existe dia para tudo neste mundo: dia da árvore, do índio, dos pais. Tem até uns dias esquisitos, como o dia dos fiéis defuntos.

Então, eu pensei: deve ter um dia do administrador. E tem mesmo! É no dia nove de setembro. Mas o que podemos dizer deste profissional ?

A administração é algo antigo. Para termos uma idéia, o dicionário Priberam da Língua Portuguesa  define administração como dirigir, ministrar, exercer a administração. Notem que são atos do nosso dia a dia. Por exemplo, sempre que acordamos de manhã nós preparamos nosso café. Temos de organizar a mesa, escolher o que vamos fazer, preparar o desjejum. Pode parecer um tanto estranho, mas todos estes atos envolvem a administração.

E o que dizer de nós, profissionais da administração? Bem, nós nos envolvemos diariamente com esta arte. Temos de tomar decisões importantes, dirigir empresas, gerenciar pessoal, comprar, vender, contabilizar, enfim, a lista de tarefas é imensa. E a cada dia que passa, aumenta a necessidade de pessoal treinado para efetuar estas mesmas tarefas.

Agora, imagine um mundo sem estes profissionais. Ficaria difícil, não acha? Só para termos uma idéia, imagine uma empresa sem um administrador. Quem organizaria a papelada, gerenciaria o pessoal, pagaria as contas, faria a contabilidade ? Assim como não dá para ficarmos sem outros profissionais como o mecânico, o eletricista, o faxineiro, não podemos ficar sem o assistente administrativo, que nos auxilia diariamente nas tarefas do escritório; também não podemos ficar sem o gerente, que procura cuidar de uma equipe para que o trabalho ocorra de maneira suave; também não podemos nos esquecer do planejador, do arquivista, do analista, do comprador – é, são muitas as áreas da administração.

Assim, caro administrador, lembre-se do papel que você desempenha dentro da sociedade. Às vezes, pode parecer pequeno, ínfimo. Mas, sem ele, muita coisa não aconteceria. E você é importante. Afinal, tem um dia para você!

Fonte:http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/o-papel-da-administracao-no-nosso-dia-a-dia/37922/

Liderança

“A única definição de líder é alguém que possui seguidores. Algumas pessoas são pensadoras. Outras, profetas. Os dois papéis são importantes e muito necessários. Mas, sem seguidores, não podem existir líderes.”

“O líder eficaz não é alguém amado e admirado. É alguém cujos seguidores fazem as coisas certas. Popularidade não é liderança. Resultados sim!”

Peter Drucker

Ética nas Organizações

Nas organizações, a grande competitividade coloca as pessoas em batalhas sem fim, disputando fatias de mercado, disputando posições de destaque dentro das empresas e fora delas. Na busca desenfreada pelo reconhecimento, manutenção do “status”, prestígio, lucratividade e poder, muitas das vezes, a ética é deixada de lado. É a guerra da sobrevivência patrocinada pelo mercado. Nesse cenário mercadológico conciliar interesse pessoal, com objetivos comuns, por vezes exige do administrador um comportamento, sobretudo, ético, de respeito ao próximo, respeito à concorrência, ao cliente, às leis, etc. Aí está o grande desafio do administrador. No entanto, há ética na Administração? O que é administrar? Qual o objetivo da Administração? Há ética nas organizações? Há ética, no ensino da Administração? Em que momento, somos, ou deixamos de ser éticos, na sociedade moderna? Há ética, na globalização? Agir de forma proativa em prol dos interesses organizacionais, priorizálos em detrimento das questões individuais e ao mesmo tempo ser honesto, respeitar os clientes, a concorrência, ser cumpridor das leis e saber valorizar as pessoas são palavras de ordem nos códigos de ética das organizações. Quanto a ser e manter-se ético, diante das circunstâncias, vai depender de cada indivíduo, de cada administrador. Entendo que o administrador em seu processo de formação é brindado com uma série de saberes sociológicos, filosóficos e humanos que o credenciam a agir de maneira ética no exercício da profissão. Cabe ressaltar, que as regras são postas e impostas pelo mercado, qualquer que seja o mercado. Ser fiel aos princípios de vida em sociedade; respeitar as opiniões divergentes; ser leal aos objetivos organizacionais; ser coerente e ter a consciência de que é preciso estar sempre procurando aprender mais. O administrador, dentro e fora das organizações deve ter perseverança e lutar pelo seu futuro e de sua família, fazendo sua parte enquanto cidadão, para que tenhamos um mundo melhor, mais justo, onde todos tenham oportunidades. É necessário em minha opinião, que o administrador tenha sensibilidade e equilíbrio no momento de tomar decisões e que trabalhe em prol de resultados positivos para as organizações, sem esquecer que as organizações fazem parte de um sistema aberto, portanto, não são um fim em si mesma. O administrador não pode se dar ao luxo de desconsiderar tais premissas.

O PAPEL DA ESCOLA

Vejo que as escolas, principalmente as instituições de nível superior, que têm o propósito de formar profissionais para o mercado de trabalho são fundamentais nesse processo. Práticas pedagógicas e atitudes profissionais responsáveis e coerentes com o que é ensinado são elementos facilitadores para a internalização de princípios éticos pelos acadêmicos. Tenho acompanhado com certa preocupação, a banalização do ensino superior e sua mercantilização. A democratização do acesso ao ensino de terceiro grau traz em seu bojo algo de perverso. Colocar à disposição do mercado pessoas com formação universitária, sem, no entanto, prepará-las para enfrentar a concorrência, sem desenvolver nenhum programa de encaminhamento dessas pessoas para o mercado de trabalho é adotar a política do “salve-se quem puder”. É contribuir para a formação de uma nova categoria de desempregados. O “desempregado intelectual”, ou “intelectualizado”. Deve-se considerar que novos modelos de organizações estão surgindo na era do conhecimento e os acadêmicos precisam estar cientes disso. Estará à espera dos novos profissionais, um mercado disputadíssimo e volátil voltado para resultados. As palavras de ordem serão: competência, ambição, poder, profissionalismo, dinamismo, sucesso, garra, superação, etc. Ou seja, “terás de matar um leão a cada dia”. O diferencial vai depender de cada um. Cada qual, lutando e buscando seu espaço. Muito do que se aprende sobre princípios e técnicas para uma boa administração estão presentes nos livros estrangeiros, onde relatam casos de empresas de sucesso (grandes corporações) e seus modelos administrativos. A partir daí, uma infinidade de bibliografias vão se somando, formando conceitos e padrões para uma boa administração e fazendo da ciência da administração algo meramente mecanicista, ou melhor, um “livro de receitas”. Muitas publicações brasileiras ligadas à administração de empresas são meramente repetidoras dos modelos teóricos importados, sem muita identificação com a realidade da maioria das empresas brasileiras. Surgem os “gurus”, que vão se tornando cada vez mais populares, vendendo “fórmulas de sucesso”, a quem interessar possa. Desenvolver nos estudantes uma mentalidade, crítica, empreendedora, proativa, focada em responsabilidade social é a sublime missão das instituições de ensino compromissadas com a educação. Só assim, será possível continuar idealizando um perfil de profissional, que seja considerado ético e que saiba conduzir as organizações para os resultados pretendidos, mas, promovendo o equilíbrio, a justiça social e agindo em prol da melhoria das condições de vida das pessoas; cumprindo as leis e respeitando a natureza, o meio ambiente e, sobretudo, reconhecendo as diferenças individuais de cada ser humano.

Fonte:http://www.htmlstaff.org/xkurt/projetos/portaldoadmin/modules/news/article.php?storyid=695